Não, eu não errei o ditado popular. É que hoje eu quero falar de um assunto polêmico e sempre atual, a arte de julgar o próximo.
Quem nunca julgou alguém pela aparência, pela música que ouve, pelos amigos que tem, ou até mesmo, pelo lugar onde vive? Fiquem calmos. Somos todos seres humanos, e sim, nós erramos. Erramos uma, duas, três ou mais. Normal. O que importa é ter saúde. Mas vamos voltar ao assunto do dia.
Hoje em meio aos meus devaneios diários, me indaguei: Ok, julgamos as pessoas, mas por quê? Será que as pessoas não entendem que fazendo isso, elas são passíveis de julgamento também? Por que exijo perfeição do meu próximo, se não sou perfeita? É, meu amigo, é mais fácil contar as estrelas do céu, do que entender o que se passa da cabeça das pessoas. Fiquei boa parte do meu horário de almoço pensando nisso, e cheguei a algumas singelas conclusões.
Número 1 - Julgar é fácil.
Por qual motivo vou me esforçar pra conhecer a história do outro, se eu posso criar minhas próprias conclusões a respeito dele e transformar isso numa verdade indiscutível e absoluta? Afinal, o "fora do contexto" é ele, não eu. Errado! Conhecer as pessoas exige um tempo precioso que muitas vezes não estamos dispostos a ceder. Deixe-se surpreender pelas pessoas. Aprenda a ouvir mais, prestar mais atenção no todo. E fale menos. Não tem certeza? Não perca a chance de ficar calado. Abandone o "seletivismo" (só ouço, vejo e sinto o que me convém). Seja empático e simpático. Faz bem pra todo mundo.
Número 2 - Julgar é diferente de criticar construtivamente, que é mais diferente ainda de fazer fofoca.
Pessoal, vamos combinar, quem quer fazer crítica construtiva fala sua opinião diretamente pra pessoa, sem platéia e sem sarcasmo. Muito diferente do que vemos por aí, não é? Exemplo: Você ia gostar que o Erivelto falasse pra Josefina que o seu novo trabalho artístico está parecendo uma pintura de criança de berçário? Isso tudo sem você saber? Claro que não! Então, acooooorda Brasil! Pare de fazer pros outros o que não quer pra si mesmo.
Número 3 - Julgar é esconder os próprios defeitos e sentimentos socialmente incorretos, como inveja e ciúme.
Vamos lá, mulherada, hora do quiz. Valendo 10 pontos! Quem já julgou aquela amiga bonita do namorado por puro ciúme, chamando a coitada de nomes impróprios para estarem num blog de uma moça de família, pra baixo? Agora, os meninos. Quem já viu um cara desprovido de beleza física "padrão mídia photoshopada", com uma mulher bonita e deu o seguinte veredicto: "Ah, ele deve ser rico!" Hein?!
Julgar é um ato simples e rotineiro que atinge a maioria dos homens e mulheres deste mundo. Seja diferente e se policie. Antes de julgar alguém, pense: Será que essa pessoa é isso mesmo que eu estou pensando? Dê um voto de confiança. Afinal, nem eu, nem você, nem a Gisele Bundchen, nem o Tom Cruise, somos perfeitos.
Entre ser juiz e louco, escolha ser louco. Dá menos trabalho, é mais divertido e não incomoda tanta gente.
Falou tudo, Juju! Adorei o texto!
ResponderExcluiré isso aí Ju, melhor ser louco mesmo; o planeta agradece.
ResponderExcluirObrigada, meninas! :)
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